Uma quarta-feira gelada

Coutinho briga pela bola

Nessa quarta eu tinha tudo programado, ia ver o jogo do Vasco, depois ia fazer o meu trabalho de matemática assistindo o jogo seguinte(Palmeiras x Flamengo-PI) e depois eu viria House.

Chegou a hora do jogo, lá estava eu, em frente a televisão, o Vasco modificado, com o 4-3-3 que mais parecia um 4-4-2 com Robinho ao invés de no ataque, tentando as jogadas pela esquerda como um meia/ala.

E o Vasco começa a errar passes, toma um susto logo no início do Sousa em uma cabeçada defendida por Fernando Prass.

O Vasco não conseguia acertar nada, um time nervoso, desatento e sem conseguir criar as jogadas, nos dois últimos jogos, faltou o último passe, nesse, faltou o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto e por aí vai.

Um erro atrás do outro. O time desentrosado e sem criar muito perigo

O Vasco só não se complicou mais, porque o Sousa-PB não quis. O Sousa conseguiu o que queria, um empate pra sair de cabeça erguida

O Vasco conseguiu a classificação, mas saiu de cabeça baixa

A pior atuação do ano, com um público de cerca de 500 pagantes e com a torcida protestando

Sobre o jogo, não tem nem muito o que falar, um jogo fraco, com muitos erros de passe, que não se complicou porque o Sousa conseguiu o que queria e não forçou

Vimos um Vasco nervoso, errando muitos passes

Vale nota as atuações de nossos volantes. Rafael Carioca, que jogou seguro, deu bons passes(só errou um no jogo) e boas viradas de bola.

E Souza(o jogador), tentou, foi bem, tentou as tabelas e marcou bem.

Fágner entrou sem ritmo e até foi substítuido depois por Élder Granja

A única derrota do ano, pro Botafogo, não nos trouxe somente o prejuízo da perda do título(já que podemos ganhar a Taça Rio). Nos trouxe também o problema da desconfiança. Com a derrota, a torcida começou a vaiar, o time perdeu a confiança e Mancini fez mudanças, não deram certo

O remédio disso tudo? Espero que o Mancini saiba, e os jogadores percam a desconfiança, a torcida volte para o lado do time, e consigamos emplacar.

Agora, por que eu falei do meu trabalho de Matemática? Terminei ele antes do jogo do Vasco terminar. E ao invés de fazer vendo o Palmeiras x Flamengo-PI, fiz vendo Vasco x Sousa.

Meu trabalho tava mais interessante que o jogo

E vamos pensar bem, a uma semana atrás a situação era qual? Vasco com atuações boas, com o esquema já definido, favorito pra final da Taça GB, a imprensa falando que o Vasco tava muito bem organizado. Dodô era o poder. Coutinho era o craque, titular inquestionável, torcida apoiando.

E o Palmeiras? Tava com Muricy, na crise, tomou uma goleada de 4×1 do São Caetano. Muricy demitido, protestos, sem reforços.

E aqui estamos, uma semana depois. Vasco com a perda da Taça GB, Dodô já não é mais o poder pra torcida, o esquema mudou, empatamos com o Sousa-PB, Coutinho virou o menino pipoqueiro e a torcida vaiando

E o Palmeiras? Contratou Zago, ganhou de 2×0 do São Paulo, 4×0 do Flamengo do Piaui, chegaram reforços, a torcida compareceu e apoiou

Agora vocês me perguntam, por que eu estou falando do Palmeiras aqui?

Simples, apenas um exemplo de como o futebol é dinâmico, as situações mudam muito rápido

Esperamos que a escrita se mantenha, a situação mude rapidamente, e o Vasco volte a apresentar o bom futebol do início. Que o Dodô volte a ser o poder. Coutinho volte a ser o menino craque da Inter de Milão e a torcida volte a apoiar.

Escalações de Vasco 0×0 Sousa – Primeira fase da Copa do Brasil – 25/02/2010 – 19:30

Vasco – Fernando Prass; Fágner (Élder Granja), Fernando, Thiago Martinelli e Márcio Careca; Rafael Carioca, Souza, Philippe Coutinho e Dodô (Rodrigo Pimpão); Robinho (Magno) e Elton
Técnico: Vagner Mancini

Sousa-PB – Ricardo; Israel, Mir, Alysson e Camilo; Juninho (Hendrich), Estênio (Michel), Danilo e Ribinha (Leo Olinda); Manú e Evandro
Técnico: Suélio Lacerda

Published in: on 27 de fevereiro de 2010 at 1:08 AM  Deixe um comentário  
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UM DOMINGO PARA ESQUECER

Carlos Alberto luta durante o jogo

Carlos Alberto lutou e tentou, mas não deu.

Não foi ontem. Não deu, não aconteceu.

Infelizmente pra nós, vascaínos, ontem o dia não foi o que queríamos.

O primeiro tempo começou como todos nós esperávamos, um Botafogo recuado e aproveitando as oportunidades pra jogar a bola no alto pra ver se o Loco Abreu conseguia ajeitar pra alguém

E o Vasco com a mesma formação, que já conhecemos, o 4-1-2-1-2.

Formação do Vasco no 1° tempo do clássico

O Vasco tocava melhor a bola, rodava na área do Botafogo e não conseguia acertar o último passe, o passe fundamental, que traria situação pra alguém chutar a gol.

Esse passe aconteceu uma vez, foi pro Dodô, nosso artilheiro com sete gols no campeonato, nossa esperança, mas não foi, ele não estava num bom dia, e simplesmente o pé travou, aconteceu, logo na final.

O Vasco girava a bola, girava, e o Botafogo tentava criar as oportunidades que conseguia, conseguiu com o Loco Abreu que o Fernando Prass foi bem e não caiu e conseguiu pegar a bola

O jogo tava bem equilibrado, com as duas equipes fazendo o já esperado e com os 45 minutos terminados, tudo ficaria pro segundo tempo

Formação do Vasco no 2° tempo do clássico

No segundo tempo, alteração no Vasco, Léo Gago, que não estava num bom dia assim como o time todo, saiu pra entrada do Magno, Mancini resolveu botar o time pra frente.

Depois Rafael Carioca entrou no lugar do Souza, cansado.

E os vascaínos começaram apreensivos o segundo tempo. Logo aos 2 minutos, Marcelo Cordeiro acerta belo passe e Herrera fica de cara pro Fernando Prass. Defesa. Ele nos salvou nessa.

O Vasco precisou desse susto pra acordar, e depois que acordou, fez uma série de boas jogadas, com um Carlos Alberto querendo jogo, ele bateu uma bola rente a trave, outra o goleiro do Botafogo, Jeférson fez uma boa defesa sem rebote

E assim o jogo ia. Uma hora alguém ia dar certo, ou a tática da defesa muito forte e jogar a bola pro alto, ou a tática do toque de bola

E a tática do chute pro alto deu certo. Em um desses chutes pro alto o Botafogo arrumou uma falta, bola na área, bola tirada, escanteio. E o gol. Falha que não estamos acostumados a ver Fernando Prass fazer. Mas acontece. Com qualquer goleiro.

E o gol parece que desmoronou o Vasco, um escanteio, uma cabeçada e um primeiro turno perdido. Nilton perdeu a cabeça e deu um carrinho violento. Expulsão

Ai que o Vasco se perdeu, Titi fez pênalti em Loco Abreu, que marcou.

O 1° turno perdido, demos um passo pra trás, mas podemos dar dois passos a frente se ganharmos a Taça Rio e o Campeonato Carioca. Temos time pra isso. Basta alguns acertos.

Sobre o jogo, vocês podem até perceber, que Fernando e Titi não foram mal, eles ganharam quase todas do Loco Abreu, geralmente Fernando o marcava com Titi na sobra, eles ganharam, vocês viram alguma jogada de perigo com Loco Abreu ganhando na cabeça ajeitando pra alguém? Eu não vi.

Mas em um escanteio, Fábio Ferreira marcou. O Botafogo fez o que o Vasco não fez, o gol. O que muda tudo no futebol. Um simples escanteio muda uma partida, uma final.

O escanteio batido faz com que saia um gol, consequemente Nilton perde a cabeça e dá um carrinho pra cartão vermelho, depois Titi faz pênalti e também é expulso

Resultado? Um escanteio decidiu um jogo equilibrado, em que não contamos com um dia bom de alguns jogadores.

O Botafogo contou a sorte, nós não. Temos que levantar a cabeça, não há nada perdido, foi o 1° turno. Temos o 2° e temos que ir pra vencer.

E o principal, pra nós vascaínos, é continuar a torcer, a apoiar. Porque o nosso time por mais que não estivesse em um bom dia, brigou, tentou, mas não deu, não era o dia do Vasco.

Não se esqueçam, não é a toa que temos uma música que diz “O Sentimento Não Para”, não pode parar. Por mais que tenhamos uma atuação ruim. Nosso sentimento está acima disso

Um Abraço e saudações vascaínas!

Escalações de Vasco 0x2 Botafogo – Final da Taça Guanabara – 21/02/2010 – 17:00Vasco – Fernando Prass, Élder Grana, Fernando, Titi e Márcio Careca; Nilton, Léo Gago(Magno(Rodrigo Pimpão)), Souza(Rafael Carioca) e Carlos Alberto; Philippe Coutinho e Dodô.
Técnico: Vagner Mancini

Botafogo – Jefferson, Wellington, Fahel e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Eduardo, Lucio Flavio (Caio) e Marcelo Cordeiro; Herrera e Loco Abreu
Técnico: Joel Santan

Published in: on 22 de fevereiro de 2010 at 3:30 PM  Deixe um comentário  
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VASCO X FLUMINENSE – Semi-final da Taça Guanabara

Vasco e  Fluminense fizeram uma grande semi-final

O jogo começou com um Vasco muito organizado, que roubava as bolas e partia com velocidade, e um Fluminense que tentava penetrar a defesa forte do Vasco

O Vasco com os três volantes conseguia fazer uma forte marcação, Souza marcava o lado esquerdo, onde o Fluminense tinha o Júlio César. Nilton marcava o Conca, e o Léo Gago não deixava o Diguinho sair muito pro jogo.

E a dupla de zaga tentou dar conta do Fred. Fernando o marcava, enquanto Titi ficava na sobra.

O Vasco estava melhor em campo, mais organizado e ganhava os rebotes, apostando no trio ofensivo, com Carlos Alberto, Philippe Coutinho e Dodô, sendo que Dodô não estava em um grande dia. Sendo Philippe Coutinho o mais eficiente, pecando no último passe.

Fernando marca Fred, um duelo a parte no jogo.

Mas a grande chance foi do Fluminense, em uma falta cobrada por Gum no meio campo, Fred ganhou da dupla de zaga do Vasco e bateu pro gol. Mas ele não estava em um bom dia.

E pro azar dele, não estava em um bom dia com Fernando Prass no gol, um grande goleiro.

Perdeu grandes chances, uma se jogando infantilmente(vale a nota que o Fernando não caiu na dele), outra isolou a bola, e outra Fernando Prass abafou quando ele tentou encobrir

Fora a roubada de bola do Souza na hora “H”

O Vasco também perdeu duas chances incríveis com o lateral-direito Élder Granja, em uma jogada ensaiada muito bem feita que ele preferiu cruzar ao invés de bater, e outra chance em um cruzamento pelo lado esquerdo do Carlos Alberto, em que o Rafael fez boa defesa.

Vale notar que esses treinamentos de jogada ensaiada fazem sim a diferença, vocês podem perceber que um lance desse, se fosse melhor definido pelo Élder, poderia ter resultado na classificação do Vasco.

O que não ocorreu, o jogo foi para os pênaltis.

Em um segundo tempo em que o ótimo lateral-esquerdo Júlio César subiu de produção junto com Conca e Ewerton pelo lado esquerdo e criaram boas chances.

Vendo essa falha na marcação por aquele lado, Mancini fez uma ótima substituição, botando o Rafael Carioca para marcar daquele lado, ele simplesmente entrou muito bem, e acabou com os ataques do Fluminense, desarmando com classe e calma, não errando passes e jogando de cabeça em pé.

O Vasco também no segundo tempo jogou melhor, teve grandes contra-ataques que por pouco não resultaram em gol nos já citados lances.

O jogo assim foi para os pênaltis, loteria ou não, calma ou não, precisão ou não

A verdade foi que todos bateram muito bem os pênaltis

Tirando o Fred, com sua dupla-paradinha ridícula, em que não tem como goleiro no mundo defender

Os zagueiros bateram muito bem, Márcio Careca também.

Vale ressaltar a batida do Philippe Coutinho, quando a torcida do Fluminense começa a vaiar e ele com muita calma dá uma paradinha e a bola entra devagarzinho no canto do goleiro Rafael.

Com todos acertando suas penalidades, a decisão foi para as cobranças alternadas.

Nilton bateu muito forte a meia-altura, boa batida.

Enquanto Alan também bateu forte, forte demais, bola no travessão.

Vasco classificado.

No final, o que decidiu foi a precisão nos pênaltis, assim como podia ter sido uma cobrança de falta ensaiada, um chute do Fred que entrasse, uma grande defesa

São pequenos detalhes que decidem um grande jogo

Jogadores do Vasco comemoram vitória nos pênaltis

Escalações de Vasco (6)0x0(5) Fluminense – Semi-final da Taça Guanabara – 13/02/2010 – 18:30

Vasco – Fernando Prass, Élder Grana, Fernando, Titi e Márcio Careca; Nilton, Léo Gago(Rafael Carioca), Souza(Magno) e Carlos Alberto; Philippe Coutinho e Dodô.
Técnico: Vagner Mancini

Fluminense – Rafael, Marino, Gum, Cássio e Júlio César(Marquinho); Diogo, Diguinho(Thiaguinho), Ewerton e Conca; Bruno Veiga(Alan) e Fred
Técnico: Cuca